Bill Ritter Revela Diagnóstico de Alzheimer ao Vivo | e Família Reconstrói o Momento Nos Bastidores
Esposa e filhos do veterano apresentador da WABC contam como viveram, em silêncio, dois anos de exames antes do anúncio público.
O QUE VOCÊ PRECISA SABER
- O apresentador Bill Ritter, de 76 anos, contou ao vivo, em seu último telejornal à frente do “Eyewitness News” da WABC, que enfrenta Alzheimer em estágio inicial.
- A família revelou à revista PEOPLE que já vinha lidando com a descoberta havia cerca de dois anos antes da revelação pública, feita em 12 de junho.
- Esposa e filhos contam que a rotina da família mudou completamente depois do diagnóstico, com Ritter priorizando tempo ao lado dos netos e dos três filhos.
Bill Ritter, um dos rostos mais conhecidos do jornalismo de Nova York, decidiu contar para o público o que sua família já vinha enfrentando em segredo: um diagnóstico de Alzheimer em fase inicial. O anúncio aconteceu justamente durante sua última passagem à frente do telejornal da WABC, emissora afiliada da ABC na cidade.
A revelação ocorreu na sexta-feira, 12 de junho, no encerramento do “Eyewitness News” das 18h horário que Ritter comandou por mais de duas décadas e meia. Aos 76 anos, ele usou os últimos minutos do programa para anunciar a doença e sua saída do posto, agradecendo colegas e reafirmando que pretende seguir atuando como voz sobre o tema, além de auxiliar jornalistas mais jovens da emissora.
Enquanto ele falava com a serenidade de sempre, a cena nos bastidores era outra. A esposa, Kathleen Friery, e as filhas Mia, 33, e Ella, 17, acompanhavam tudo de perto na redação, tentando conter as lágrimas ao ver publicamente algo que a família processava havia meses.
Segundo Ella, foi ali que a realidade finalmente bateu. Ela contou à PEOPLE que, até aquele instante, vivia um certo estado de negação e que só ao ver o pai anunciar o diagnóstico diante das câmeras é que compreendeu de fato o que estava por vir.
A comoção coletiva da redação intensificou o momento. Segundo o relato da filha, colegas se abraçavam e choravam ao mesmo tempo em que celebravam a trajetória do apresentador uma mistura de carinho e do peso da notícia que se tornava, ali, definitivamente real.
O irmão mais velho, Owen, 31 anos, não conseguiu estar presente naquela noite por compromissos de trabalho. Por isso, momentos antes do anúncio, Ella buscou a companhia da irmã Mia, e as duas permaneceram unidas e emocionadas durante toda a fala do pai.
Kathleen Friery, produtora de televisão aposentada e casada com Ritter há 18 anos, também tentava manter a compostura. Ela conta que dois diretores de estúdio se aproximaram dela com um gesto simbólico: ofereceram a Ritter a cadeira de âncora que ele usou por anos, sabendo o quanto aquele objeto representava sua carreira. Foi esse detalhe, segundo ela, que a fez perder o controle emocional.
Dois anos de exames em silêncio
Antes de qualquer anúncio público, a família já caminhava lado a lado havia tempo. Ritter e Friery notaram os primeiros sinais no início de 2024, quando ele começou a esquecer nomes e lugares com mais frequência. Nos dois anos seguintes, o apresentador passou por uma bateria extensa de exames e consultou diferentes especialistas, até que, no fim de 2025, um exame de punção lombar confirmou o diagnóstico de Alzheimer em estágio inicial.
Mia, que Ritter tem com a ex-mulher Janny Scott (assim como Owen), destaca que a transparência foi um pilar da família durante todo o processo inclusive nas conversas com Ella, ainda adolescente. Segundo ela, todos fizeram questão de dividir as informações abertamente, mesmo os detalhes mais difíceis, entendendo que o momento exigia união entre pai, madrasta e irmã mais nova.
É um ponto relevante, considerando como diagnósticos de Alzheimer costumam gerar isolamento dentro de famílias muitas vezes pelo medo de sobrecarregar os mais jovens com informações pesadas. A escolha de Ritter parece ir na contramão desse padrão comum, obtando por um processo coletivo desde o início.
Prioridades que mudaram
Para o apresentador, a notícia trouxe incertezas, mas também clareza sobre o que realmente importa agora. Ritter reconheceu que, durante os 25 anos e meio à frente dos telejornais das 17h, 18h e 23h, praticamente não convivia com a família, chegando em casa depois da meia-noite e saindo antes de todos acordarem.
Hoje, a rotina mudou de figura: passeios de caiaque, pedaladas e tardes em família tomaram o lugar da correria das redações. Ritter também deseja acompanhar de perto o último ano de Ella no colégio, antes de ela seguir para a faculdade, além de curtir os netos Sawyer, filha de Mia, de 14 meses, e o segundo neto, que Owen e a namorada, Hilary, esperam para agosto.
A esposa Kathleen nota mudanças reais no dia a dia. Segundo ela, o marido continua sendo o mesmo comunicador afetuoso e presente, mas certas tarefas como se expressar passaram a exigir mais tempo e esforço. Ainda assim, a família encontra conforto na postura que Ritter adotou desde o início: encarar o diagnóstico de forma direta, sem dramatização, e transformar a própria experiência em uma ferramenta para ajudar outras famílias que enfrentam a mesma jornada.
Mia resume o sentimento coletivo: agora é a vez da família retribuir o cuidado que o pai sempre ofereceu a todos ao redor. A entrevista completa com Bill Ritter está na edição de 10 de agosto da revista PEOPLE, já nas bancas.